Lisboa, 20 de janeiro de 2025.- A revista Smart Cities publicou um resumo das principais tendências tecnológicas para 2025. Em primeiro lugar, as inovações em todo o mundo da IA:
Sustentabilidade impulsionará nova onda de inovação
As estatísticas de consumo de energia inerentes à IA e aos grandes modelos de linguagem aceleraram a inovação das Greentech. Com 71% dos CIO agora responsáveis pelas estratégias de sustentabilidade das suas empresas, de acordo com o Digital Infrastructure Report da Colt, os Diretores de TI serão responsabilizados pela redução do consumo de energia e pelo cumprimento das metas ambientais e de governação das suas empresas. Estes dois fatores estão a impulsionar a inovação, à medida que os líderes CIO testam tecnologias inovadoras, poderosas e eficazes mas com impacto ambiental mínimo.
Credenciais ESG e relatórios de SCOPE3 influenciam tomada de decisões B2B
O Digital Infrastructure Report da Colt revela a importância crescente da colaboração entre compradores e fornecedores no que diz respeito às metas ambientais e de governação. 66% dos CIO inquiridos por este estudo em todo o mundo afirmaram que é importante que os fornecedores prestem serviços que contribuam para reduzir o seu próprio impacto ambiental e 17% revelaram que estariam dispostos a deixar os seus atuais fornecedores caso estes não partilhassem as suas metas ESG. Um em cada cinco considera também que a escolha dos seus parceiros tecnológicos é importante para os apoiar nos relatórios de emissões de carbono e 19% para obter informações que ajudem a impulsionar a redução do Scope3. Esta simbiose irá continuar a acontecer em 2025, à medida que fornecedores e parceiros trabalham juntos para clarificar a informação contida nos relatórios e progridem em direção às metas traçadas, sobretudo no contexto dos relatórios de ESG e que passaram a ser tão rigorosos como os relatórios financeiros. O desempenho e as credenciais ESG estão a passar para o primeiro plano e as considerações da cadeia de valor – incluindo, por exemplo, os direitos humanos – serão um foco fundamental, com as parcerias certas a serem cada vez mais cruciais para alcançar a conformidade e gerar impacto positivo.
A IA e o panorama regulamentar
Desde diretrizes éticas no Japão a uma abordagem de «sandbox regulamentar» em Singapura, até políticas de IA favoráveis às empresas na Índia e a uma nova Lei de IA na UE, as empresas procurarão reguladores globais que lhes possam dar orientações e clarificar o âmbito e as regras para o desenvolvimento, recurso e aplicação da IA. Um aspeto cada vez mais importante, à medida que mais casos de uso forem surgindo e os países passarem a ter uma noção mais clara do impacto empresarial e social que a IA terá. A chegada de novos governos ao poder nos EUA, na Europa, em África e na Ásia irá influenciar ainda mais o cenário regulatório, e os CIO estarão atentos e irão responder a estes desafios emergentes.
Casos de uso de ‘IA para o bem’
As empresas estão à procura de maneiras de utilizar a IA de forma sábia, sustentável e responsável. 64% dos CIO inquiridos no âmbito do estudo da Colt consideraram que a IA desempenha um papel relevante no apoio e/ou na facilitação de um impacto ambiental positivo e na estratégia de governação. Continuamos a ver exemplos de formas positivas de utilização dos modelos de IA generativa e tradicional no que diz respeito a ajudarem as organizações e as comunidades a interagirem melhor com o seu ambiente. Desde empresas de serviços públicos que usam a IA para recolher e mapear dados das árvores em cidades como Singapura que apoiam o arrefecimento natural, a empresas que usam a IA generativa para apoiar funcionários neuro divergentes a terem melhores acessos, esperamos ver mais casos positivos de uso da IA em 2025.
Aposta reforçada das empresas de telecomunicações nos mercados nacionais
Uma onda de operadores históricos começou a privilegiar os mercados domésticos em detrimento dos internacionais em 2024. Uma tendência que provavelmente se irá continuar a fazer sentir em 2025, à medida que as empresas aumentam a sua aposta na redução de custos. Este fenómeno irá trazer oportunidades acrescidas para os operadores verdadeiramente globais que, como a Colt (agora o maior operador estritamente B2B na Europa em tamanho, e com infraestrutura na Ásia, África e Américas) continuarão a diferenciar-se pela sua escala mundial, pelas suas credenciais de sustentabilidade e pela experiência de cliente que oferecem.
Soberania digital
A necessidade de salvaguardar os dados e proteger as infraestruturas digitais é mais importante do que nunca, com ameaças cada vez mais sofisticadas, uma superfície de ataque mais ampla e tensões geopolíticas latentes. No verão de 2024, o governo do Reino Unido classificou os centros de dados como infraestruturas nacionais críticas. Neste contexto, a soberania digital será cada vez mais crucial no esforço dos países para protegerem e manterem o controlo sobre os seus dados e os seus ativos digitais. É um aspeto que já tínhamos sublinhado aquando das nossas previsões para 2024 e que esperamos se venha a manter na agenda mundial em 2025.